[Resenha] E Não Sobrou Nenhum

Título: E Não Sobrou Nenhum
Autor: Agatha Christie
Editora: Globo Livros
Páginas: 400
Cotação: 5 estrelas
ISBN8525057010
Sinopse: Anteriormente publicado como “O caso dos dez negrinhos”. “E não sobrou nenhum” é o maior clássico moderno das histórias de mistério. Dez pessoas diferentes recebem um mesmo convite para passar um fim de semana na remota Ilha do Soldado. Na primeira noite, após o jantar, elas ouvem uma voz acusando cada uma de um crime oculto cometido no passado. Mortes inexplicáveis e inescapáveis então se sucedem. E a cada convidado eliminado, também desaparece um dos soldadinhos que enfeitam a mesa de jantar. Quem poderia saber dos dez crimes distintos? Quem se arvoraria em seu juiz e carrasco? Como escapar da próxima execução?


E Não Sobrou Nenhumfoi o primeiro livro que li da Rainha do Crime, Agatha Christie, e confesso que foi uma das melhores tramas da vida. Com o enredo completamente envolvente, o livro, que se enquadra na literatura policial, instiga a curiosidade do leitor durante toda a história.
                  

Os primeiros capítulos do livro são exclusivamente dedicados à apresentação de cada um dos dez personagens que foram convidados a passar o fim de semana na Ilha do Soldado. Assim que chegam à ilha os convidados são acomodados e recebem a notícia de que o anfitrião, U. N. Owen, chegará somente no dia seguinte. A menção do desconhecido dono da mansão, entretanto, evidencia um efeito curiosamente paralisante sobre os convidados por ser um mistério comum entre todos.       
               
Depois de se acomodarem, os dez convidados se reúnem e em meio ao silêncio reconfortante uma Voz penetrante e inesperada ressoa acusando cada um dos personagens de homicídio. Após um momento de discrição, os convidados se encontram em meio a um estrondo retumbante de explicações diante dos crimes evidenciados pela Voz. Desde então a história começa a se desenrolar através de algumas mortes misteriosas, as quais são baseadas em uma antiga rima infantil: “Os Dez Soldadinhos”. Sendo assim, após algumas mortes bizarras e uma busca mal sucedida pelo responsável de tais crimes, os convidados passam a desconfiar uns dos outros e a situação se agrava cada vez mais.

                                    “Dez soldadinhos saem para jantar, a fome os move;  
Um deles se engasgou, e então sobraram nove.”

Apesar das pistas encontradas na antiga rima infantil “Os Dez Soldadinhos”, os acontecimentos são narrados de uma maneira tão incrível que o leitor fica de queixo caído em todas as páginas. A narrativa nos leva a criar diversas hipóteses, mas, ainda assim, eu fiquei abismada com o desenvolvimento de cada fato ocorrido nesse livro. É fantástico o modo como a autora faz com que o próprio leitor desconfie de todo e qualquer personagem e ainda se surpreenda ao final da trama.

O que mais me encantou  no livro foi o modo como todo o crime foi arquitetado. É tudo de uma genialidade que você fica sem rumo depois de ler toda a história.


Enfim, super recomendo a leitura para todos que estão a procura de um livro bem desenvolvido e envolvente.







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