Post da Colunista: A importância dos blogueiros literários

Oi, oi! Como vocês estão? :)

Esta semana foi de muito trabalho e de muitas ideias para os meus blogs (quem quiser conhecer, pode conferir meu post de apresentação). E me peguei pensando, entre um post e outro, em como não é fácil manter um conteúdo que interesse aos leitores. Gente, é muito complicado! Ainda mais se você é doida e tem dois blogs, como eu, além de outros compromissos. Foi pensando nisso que encontrei o tema do post de hoje. Aliás, o tema dos tópicos de hoje.

O que vocês acham dos blogs literários que estão surgindo? 


Esta é uma pergunta pessoal, mas acho que também vou responder. É incrível o número de blogs bacanas que vem surgindo de um ano para cá. Isso é muito bom. Mais blogs significa mais autores divulgados, mais livros divulgados, mais promoções, mais pessoas interessadas em melhorar a nossa literatura e uma série de outros detalhes. Mas também tenho que ser realista: quanto maior o número de blogs, mais difícil criar um vínculo com o leitor.

Muita gente não sabe, mas dá trabalho manter um espaço como esse. Primeiro porque você não escreve para si mesmo, está sendo observado o tempo todo e isso não é tão simples. Segundo porque, na maioria da vezes, o investimento é totalmente do blogueiro, que não ganha para ser blogueiro (ainda, né, gente, vamos ter fé na coisa! o/). Isso dificulta bastante a chance de inventarmos campanhas maiores. E terceiro, porque muitas vezes o que atrai os leitores, é justamente a primeira impressão e esse pode ser o nosso maior vilão, muito embora não justifique o conteúdo, o carinho com quem acompanha o blog ou a frequência nas postagens.

O que um blogueiro literário precisa considerar?



Esse é o ponto. O blogueiro literário, antes de qualquer coisa, tem que gostar do que faz. Não importa se considera seu blog um hobbie ou trabalho. E querendo ou não, ele é um formador de opinião. Tem que se preocupar com conteúdo, com o estímulo visual do seu espaço, saber se relacionar com os leitores e entender o mínimo de tudo que envolve horas e horas na frente do computador. Noites inteiras, muitas vezes. Nem todo blogueiro começa preparado assim, é verdade. Nem eu comecei. Mas acho que hoje, com todas as informações divulgadas, canais no YouTube e sites de consultoria, não é difícil tirar dúvidas básicas. Ah, Carol, você está querendo tirar onda só porque tem dois blogs. Não é isso. Eu só quero dizer que hoje acho muito mais fácil começar um blog ciente do que é ter blog do que quando eu comecei, lá atrás, no auge dos 17 anos com um blog feminino (Bloguinho da Miguxa), um gótico (Sweet Darkness) e um de entretenimento (Talentosa, atual Entre Livros). Não riam. :3

A opinião alheia


Já ouvi pessoas me perguntarem "por que raios eu não me ocupo com algo que dê dinheiro". Mas sabe quando você não está com vontade de explicar a existência de posts pagos ou anúncios comissionados? Pois é. Hoje existem ferramentas. Coisas, inclusive, que nem eu entendo bem, mas não é difícil pensar em parcerias com autores independentes ou leitura crítica. E vai de cada um escolher cobrar por isso, apesar de a maioria dos blogueiros literários que eu conheço fazer o que faz porque gosta, mesmo que considere a possibilidade. Tipo eu.

Também já ouvi perguntinhas do tipo "você não se incomoda que o blog de fulano(a) seja melhor que o seu?" e, gente, isso me irrita até hoje. O motivo é simples: cada blog é um blog, mesmo que todos falem sobre a mesma coisa. Os blogs podem ser concorrentes? Claro que sim. Mas eu não acho legal quando essa concorrência escorrega para o lado pessoal, quando transforma um hábito saudável na necessidade de ultrapassar curtidas ou qualquer coisa do tipo. Portanto, não, eu não me incomodo. Até porque eu acompanho e participo de vários blogs. Acho que se eu quero que meu blog seja grande, vou pensar nele. Não no do outro. Acho que vai muito daquela coisa de "pegar apenas os bons exemplos" e acho que posso até melhorar algo do meu (melhorar, não copiar) a partir do que vi dar certo em outros.


O Plágio


Nem sempre é fácil separar o vi esse post do postei. Vejo acontecer sempre e fico de olho no post de outras blogueiras quando mostram que rolou algum plágio nas resenhas ou posts. Gente, pra quê? Isso é crime. E perder um tempo escrevendo, postando e pensando em coisas para dizer e depois ver alguém copiar na cara de pau é doloroso. Não vou falar sobre o que fazer nesses casos, essa não é a ideia. Mas acho que, em primeiro lugar, um blogueiro literário tem que saber que que está ali para falar dos mesmos livros e autores que um mar de gente. Mesmo que em datas diferentes, por escrito ou no vlog. Não faz diferença. Na verdade, a diferença vai de como ele vai abordar o tema, vai da criatividade. Se ele quer conteúdo diferenciado e público para o blog, por que ainda copia o trabalho do outro? Não tem lógica, é sem graça e só mostra o quanto alguns blogueiros ainda não sabem o que é ter um blog. E não sabem escrever. #prontofalei





É, gente. Não é fácil... 

A gente sabe. Mas como uma blogueira literária eu posso dizer que a gente também sabe que vale a tentativa. Pelas amizades literárias, pelos autores, pelos livros, pelos eventos, pelas parcerias e principalmente por recadinhos de parabéns ou comentários fofos dos leitores (mimimi zero aqui, ok? Eu realmente gosto). Acho que cada espaço é um e que até quem começa sem experiência ou direcionamento consegue mudar da água para o vinho, se quiser. Acho que o blogueiro literário hoje é uma ferramenta importantíssima e acho que esse assunto ainda dá muito pano para manga. Quem sabe eu não poste de novo sobre isso, né? Tudo bem que só coloquei aqui a minha opinião (e até contei com artes do Indiretas de Blogueira, página que eu adoro e que caiu como uma luva no post de hoje), mas seria legal saber a de vocês e falarmos sobre isso. Que tal?


Espero que tenham gostado e que tenham tido paciência para ler até aqui! Se vocês conseguiram, sintam-se abraçados (sou dessas!). Beijos e até o próximo post-testamento. ;)




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