Post da Colunista: Seu dom

Oi, oi! 


Antes de apresentar o post de hoje, preciso me desculpar com vocês: ainda não respondi todos os comentários da minha coluna. Mas vou responder! Só não vou prometer, como no meu último post. Ter dois blogs e um evento chegando, fora o dia a dia, me deixa meio doida. :p

Mas vamos de post novo? Na verdade, hoje quero mostrar pra vocês um texto meu, postado recentemente no Textos de Carol. Ando romântica, escrevendo bastante e como comigo isso é de lua, resolvi não perder tempo e pedir a opinião de vocês. Aliás, da última vez que postei um texto por aqui, me perguntaram como eu escrevo, se é do nada ou se alguma coisa me inspira. Gente, não sei. Como eu digo que ainda não me considero escritora, não penso muito nisso. Só sei que tudo que envolve meus blogs eu faço com música, então acabo escrevendo de acordo com o que eu sinto na hora ou a música me faz sentir na hora. Eu basicamente abro o rascunho do blog e deixo sair. E sai besteira adoidado, viu? Nem nessa hora meu toc com edição sai de mim. 

Espero que vocês curtam e que passem lá no TC pra comentar também! Vou curtir a visita de vocês por lá. ;)




Estou sem sono, não sei o que pensar. Tive um dia longo, absolutamente nada a dizer. E vem a música. Aquela que você toca toda noite na janela ao lado. Como é que você sabe o que eu gosto? Eu deito e escuto atentamente. São notas perdidas, ardentes, é você dizendo que não sabe o que fez de errado. Dizendo nada, claro, é só na minha cabeça. Te imagino dedilhar o violão, contraio meu corpo. Te imagino cantarolar seu som, me escondo. Acho que meu travesseiro não gosta muito da ideia de estar só. Mas tudo bem, a música flui e enche o quarto, me escondo, me contraio, só sinto. Também deve atrapalhar quem mora no andar de baixo, mas eu não ligo. É engraçado como sua música fala de alguém e nem fala nada. Ouço você respirar fundo porque errou o mesmo acorde três vezes. E aposto que deve ter rido de nervoso ao arrebentar mais uma corda, que parou pra pensar no que está fazendo. De novo. De novo e de novo, como um vício. Ouço você ecoar e me reviro. Deixo os braços sobre a cabeça. Imagino se as notas seriam as mesmas se alguém estivesse assistindo. Ou se afastasse seu violão por puro capricho. Mas a canção continua. E eu sinto, é o que eu faço de melhor. Eu sinto porque é isso que faço quando não sei o que dizer. Mas não importa. Não importa porque escolhi um piano e não sei dedilhar. E porque é o dom de um estranho que me faz dormir.

Primavera Literária por Rafaela Pinheiro 2014-2015. Tecnologia do Blogger.